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Calculadora · Saúde cardiovascular

Calculadora de Risco Cardiovascular em 10 anos

Estime sua probabilidade de evento cardiovascular nos próximos 10 anos com base em fatores tradicionais (Framingham/ASCVD/SCORE2). Veja os exames recomendados.

Risco cardiovascular em 10 anos

Estimativa baseada em fatores de risco tradicionais. Para uso de triagem — não substitui avaliação cardiológica individualizada.

Sexo biológico

O valor "120 x 80": use 120

O que é risco cardiovascular global

É uma estimativa probabilística de quanto chance uma pessoa tem de sofrer um evento cardiovascular grave (infarto, AVC ou morte cardiovascular) nos próximos 10 anos. Ferramenta validada por décadas de estudos populacionais (Framingham desde 1948).

As diretrizes mais usadas hoje:

  • ASCVD (AHA/ACC 2013, atualizado 2018) — referência norte-americana
  • SCORE2 (ESC 2021) — europeia, prevê risco fatal e não-fatal
  • SBC 2017 — adapta Framingham ao perfil brasileiro

Categorias de risco

RiscoFaixaMeta LDL
Baixo< 5%< 130 mg/dL
Limítrofe5-7,4%< 130 (idealmente < 100)
Intermediário7,5-19,9%< 100 mg/dL
Alto≥ 20%< 70 mg/dL
Muito altoPrevenção secundária< 50 mg/dL

Como reduzir o risco

Mudança de estilo de vida — base de tudo

  • Cessação de tabagismo (reduz risco 50% em 1 ano)
  • Atividade física 150 min/semana de intensidade moderada
  • Dieta mediterrânea (vegetais, peixes, azeite, frutas, integrais)
  • Controle de peso (IMC e circunferência abdominal)
  • Reduzir álcool
  • Sono adequado, redução de estresse

Medicação

  • Estatina (atorvastatina, rosuvastatina, sinvastatina) — pilar da redução de LDL
  • Ezetimiba — associação para alvos mais agressivos
  • Anti-hipertensivos — controle de PA
  • Hipoglicemiantes — controle de glicemia
  • AAS em prevenção secundária

Exames Imag para avaliação cardiovascular

Tanto na avaliação inicial quanto no acompanhamento, os exames mais comuns são:

Perguntas frequentes

O que é risco cardiovascular em 10 anos?

É a probabilidade estimada de uma pessoa desenvolver um evento cardiovascular grave (infarto, AVC ou morte cardiovascular) nos próximos 10 anos. É usado para guiar decisões sobre intensidade de tratamento — quanto maior o risco, mais agressiva deve ser a prevenção.

Quais fatores influenciam o risco?

Idade, sexo, pressão arterial, colesterol total e HDL, tabagismo, diabetes. Fatores adicionais (não usados nesta versão simplificada): histórico familiar precoce, doença renal crônica, inflamação sistêmica, lipoproteína (a), apneia do sono, obesidade abdominal.

Qual a diferença entre prevenção primária e secundária?

Primária: pessoa ainda não teve evento cardiovascular — o objetivo é evitar o primeiro. Secundária: já teve infarto, AVC ou revascularização — o objetivo é evitar recorrência. Em prevenção secundária, todos são considerados de muito alto risco, com metas de LDL < 50 mg/dL.

Quais metas de LDL devo seguir?

Depende do risco. Diretriz brasileira (SBC) e europeia (ESC): risco baixo LDL < 130; intermediário < 100; alto < 70; muito alto (prevenção secundária ou diabético com lesão de órgão-alvo) < 50 mg/dL.

Como reduzir o risco cardiovascular?

Mudanças de estilo de vida (base): parar de fumar (reduz risco 50% em 1 ano), atividade física 150 min/sem, dieta mediterrânea, perda de peso se necessário, controle de pressão e diabetes. Medicações: estatinas (LDL), anti-hipertensivos, hipoglicemiantes conforme indicação médica.

Quais exames complementam a avaliação?

Painel lipídico, glicemia + hemoglobina glicada, função renal (creatinina + microalbuminúria), função hepática (TGP, TGO), eletrocardiograma. Em risco intermediário/alto, considerar: escore de cálcio coronariano (TC), ultrassom Doppler de carótidas, ecocardiograma, teste ergométrico.